Uma das Marias

Diz que mora uma aldeã no coração. Na alcova uma cortesã.
No feitio do dia a dia ela é apenas uma mulher.
Já pariu, já sentiu o arrepio.
Teve tantos que nem sabe se algum foi melhor.
Um bebe nascituro. Um amor imaturo.
Foi o que lhe deu a vida.
Um plano de aposentadoria mixa, migalha para acertar os anos de empresa, usada e abusada.
Esconde-se num mar de incontidos conflitos. Exagera no amor aos pequenos que nem são seus.
Usa vestido, mas muito mais calças que vão tomando outras formas.
Cozinha e come muito. Engorda, mas vive dizendo que já foi magra, mostra fotografias.
É uma Maria que vive só.
Apartamento novo, sem flores. Quarto novo, sem cores.
Alma velha. Papel sem versos.
Lista de compras, contas e contas para economizar.
Caminhar navegante, sei lá o que lhe resta no coração.

by MLK - fevereiro 2018

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Esplêndido! São as "Marias" de nossos dias! Beijo.

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