Um coração que envelhece

Frágil bate no peito com vagar. Tem mais escuta do que voz.
Espaços de silencio prolongados, menos pressa, mais sereno.
Um coração que envelhece faz despejos, limpa seus próprios dejetos consciente que não deve sujar o espaço comum com amarguras, ódios ou coisas assim.
Amacia o colo para suas lembranças e abre a janela para receber a brisa do seu tempo e arejar sentimentos.
Um coração que envelhece, tem espaço para o novo, o limpo, o feliz.
Sente urgências mas não descompassa. Sabe do habitat de seus segredos, onde plantou boas sementes e regou com fidelidade.
Olha sua feridas e lambe-as para fazer sua própria cura.
Um coração que envelhece, é mais doce, enternece. Sabe de suas vontades e de seus limites
Mas continua gostando muito de vestir um par de asas. Mas com mais cuidado para não avaria-lo, porque conhece o raro presente do universo contido neste abraço de voo.
Um coração que envelhece nasceu assim, mas envelheceu.
Pena, há quem nunca conheça um coração que envelhece.

By MLK

Dezembro de 2017

Exibições: 37

Responder esta

Respostas a este tópico

Lindo! Coração com muletas é calejado de vida!

Um texto que é um abraço onde se pode ouvir o compasso desse belo coração.
Abraço, Maria Luiza.

Responder à discussão

RSS

Editora Casa da Poesia

 Chegou

o Volume 7 da Antologia!

      À Venda Antologia

                VOLUME 6 

    

PARCEIROS

Nas Redes Sociais

                          CLIQUE AQUI

Fotos

  • Adicionar fotos
  • Exibir todos

Acesso ao CHAT da Casa

              Clique Aqui!

Badge

Carregando...

© 2018   Criado por Casa da Poesia*.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço

Offline

Vídeo ao vivo