Falo nesta coluna de poetas, pois não?
Suas biografias são facilmente encontradas dando-se um “google”
O que gosto de trazer é um pouco mais sutil. Aquilo que posso descobrir nas entrelinhas ou/e especialmente o lampejo que fez contato com o meu coração em algum momento.
Falo hoje de Manuel Bandeira. Atravessou um século. Nasceu em 1886 e viveu 82 anos.
É pernambucano. Dizem ser o grande representante da literatura do seu estado, mesmo que tenha vivido grande parte de sua vida no Rio e São Paulo. Fez parte do movimento dos modernistas em 1922.
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho, seu nome de batismo vem de uma família, cujo capital cultural lhe foi legado. Juristas, políticos e literatos. Com certeza isso fez parte de sua formação para facilitar seu oficio de critico literário e de arte e também como tradutor.
Mas, como comprovamos em seus versos, o oficio era um pano de fundo. Pois o que habitava realmente sua alma era a sensibilidade de poeta.
São dele os versos que homenageiam ao colega Quintana e a ele legou o eterno codinome de poetar “Quintanares”
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares.

Quinta-essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!....
Talvez tenha sido a tuberculose que lhe assolou no inicio do século 19, que fez o pai juntar as economias e envia-lo a Suíça para tratamento, quase em isolamento, que trouxe a ele tanta inspiração. Vai saber?
Mas onde eu descobri a fagulha de ligação com Manuel Bandeira?
Muito, muito cedo com o poema” Vou-me embora para Pasargada, (o mais conhecido é claro). A cidade em forma de lugar e poesia que ele criou, justamente quando estava doente (sei agora) para imaginar um lugar de liberdade, afeto e contato físico. O que não lhe era permitido por causa da doença da tuberculose.
Na escola aprendi a decorar esta poesia. Era ainda uma menina e sempre me sentindo muito diferente da maioria, viajava nestes versos.
Ainda hoje penso: onde está minha Pasargada?
Ou falo por vezes ...Quero ir embora para Pasargada.
Gratidão Manuel Bandeira onde estiveres, moras um pouco em meus versos


By MLK 27/09/2019

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Que maravilha! Parabéns, belíssimo trabalho.

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