Carpinejar (poeta gaúcho) costuma dizer sobre: “Ela não leciona, ela é LIÇÃO.’
De quem falamos: Cecilia Meireles. Lírica das líricas do Modernismo brasileiro.
Professora carioca. Mãe de três Marias. Possivelmente por isso tão apaixonada pelas primaveras. Escreveu mais de trinta livros. Sua obra mais importante, dizem ser Romanceiro da Inconfidência, épico sobre Minas Gerais do século XVII.
Cecilia foi antes de tudo uma mulher sobrevivente. Criada pela avó materna porque seu pai morreu três meses antes de ela nascer e sua mãe faleceu três anos depois do nascimento da filha. O primeiro marido de Cecilia se suicidou em crise de depressão aguda (artista plástico Fernando Correia Dias). Sem parentes para lhe ajudar, cuidou de suas três filhas. Passou a dar aulas na Universidade e depois casou-se novamente com Heitor Vinicius de Silveira Grillo.
Recebeu o premio poesia Olavo Bilac em 1938, da academia Brasileira de Letras. Era o inicio de sua consagração. Viajou a diversos países o que desencadeou a escrita de alguns livros temáticos.
Viveu 63 anos. Nasceu em 1901 no Rio de Janeiro. Quando tinha eu 8 anos, em 1964 ela se despedia da vida. Apesar de conhecer muito poetas na adolescência, conheci Cecilia e sua poesia apenas na minha maturidade.
O primeiro dos seus poemas me foi apresentado assim: de uma forma pitoresca chegou através de uma querida menina. Ela colou na minha geladeira....
Lua Adversa
Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha...
Depois disso, foi amor incondicional por sua poesia. Escrevi inspirada por ela. Me identifiquei com a poesia e a mulher.
Como a um bom vinho, considero que seus versos são para serem degustados vagarosamente. Cheirar com eles as pétalas descritas nos versos outonais. Saborear as palavras como se iguarias fossem. Porque são bem mais que palavras em versos.
Hoje quando me deito, a descansar o corpo, a mente um tanto confusa, um coração saudoso, um espirito inquieto, tiro da gaveta da mesinha de cabeceira o “Cecilia de Bolso”, me deleito com uma de suas “canções” de seus “sonhos” ou um de seus “intimismos” qualquer e durmo melhor, muito melhor.
Gratidão dama da poesia Brasileira!

By MLK 20/09/2019.

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