No apogeu da música popular, o nome mais expressivo foi o de Noel Rosa, nascido de classe média, no bairro de Vila Isabel, no Rio. Mesmo não sendo um cantor, conquistou fama e contribuiu para que crescesse o prestígio dos compositores brasileiros.

Noel produziu intensamente, numa carreira que não durou mais que meia década, pois faleceu aos 27 anos, vítima de tuberculose.

No curto período de vida artística, foi consagrado como o maior sambista. Verdadeiras obras-primas na memória da canção brasileira. Vale lembrar, entre outras: Pierrô apaixonado, Palpite infeliz, Até amanhã, O orvalho vem caindo, Feitiço da Vila, Pastorinhas, Feitio de oração,etc.

A ERA DO RÁDIO:

Em 1940, o governo encampou a rádio Nacional e investiram em programas popularescos e a emissora se tornou líder de audiência. O show business daqueles tempos fazia do mundo do rádio uma espécie de “Hollywood” tropical. Era de se esperar que o prestígio do intérprete suplantasse o do compositor, pois era ele quem aparecia ao microfone. Noel não reunia os requisitos básicos, voz potente e aparência condizente para se transformar em ídolo doa auditórios de rádio.

A platéia era esmagadoramente feminina e os fãs clubes se dividiam entre Marlene, Emilinha, Ângela Maria, Dalva de Oliveira e as irmãs Batista (Dicinha e Linda)

O rádio não estava sozinho como veículo de divulgação da música e artistas. O cinema começou a viver sua fase de chanchadas. Ele levou às régiões distantes vozes e imagens dos artistas do Rio. Havia um semanário também, de grande vendagem, a Revista do Rádio destinado a enfatizar a idolatria dos artistas.

NOEL ROSA

Nascimento: 11 de dezembro de 1910, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Falecimento: 4 de maio de 1937, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Cônjuge: Lindaura Martins (de 1934 a 1937)

Álbuns: Feitiço da Vila, A Melhor do Planeta, Que Se Dane, MAIS

Filmes: Coisas Nossas

O Orvalho Vem Caindo

Noel Rosa

O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu

e também vão sumindo, as estrelas lá do céu

Tenho passado tão mal

A minha cama é uma folha de jornal

Meu cortinado é um vasto céu de anil

E o meu despertador é o guarda civil

(Que o dinheiro ainda não viu!)

A minha terra dá banana e aipim

Meu trabalho é achar quem descasque por mim

(Vivo triste mesmo assim!)

A minha sopa não tem osso e nem tem sal

Se um dia passo bem, dois e três passo mal

(Isso é muito natural!)

A maior intérprete de Noel Rosa foi Araci De Almeida

Exibições: 19

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