Aurélio Buarque de Holanda escandalizou-se com o poetinha Vinícius porque no seu dicionário, POSTO QUE estava com o sentido de EMBORA , APESAR DE QUE e não com o valor de PORQUE que o soneto sugere.

Vinícius respondeu que como poeta, ele não tinha a obrigação de respeitar as normas gramaticais. Na verdade, o poeta usou no sentido de concessão e não de causa. Alguns intérpretes de literatura discordam e dizem que é uma locução causal. Ora, um texto literário é plurívoco por excelência, pode ter várias leituras, inclusive interpretações que jamais passaram pela cabeça do autor quando escreveu.

O poema de Vinícius de Moraes é de 1939, quando não era frequente o uso de POSTO QUE. Só na atualidade se lê algo a respeito nas gramáticas.

O poeta fez a dissociação na sua metáfora com POSTO QUE, interpretável como CONCESSIVO: que não seja imortal, EMBORA chama.

A simbologia de chama está associada à iluminação e ao amor. Simboliza a transcendência em si e tudo que representa o “divino” no homem.

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