Línguas adoram bater papo. Umas influenciam as outras. Quanto maior o contato, maior a influência.

No século XIX, a influência do francês foi grande. Foram assimiladas pelo português muitas palavras da língua de Vitor Hugo:

Abajur / garagem /bufê / balé /

No século XX, o inglês chegou com força total. O cinema, a tecnologia, a música fazem com que se imponha como língua Internacional. O português incorporou muitos vocábulos.

Como lidar com esses penetras?

1- DÊ PREFERÊNCIA À PALAVRA VERNÁCULA: Pré- estreia e não avant- première / Primeiro – ministro (premiê) não premier

2-PREFIRA A FORMA APORTUGUESADA E NÃO A ESTRANGEIRA: Gangue / chique / xampu / recorde / buquê/ cachê/ butique / uísque / gim / panteon /raiom

3- SE A IMPORTADA ESTIVER INCORPORADA, ESCREVE-SE SEM NENHUM DESTAQUE OU GRIFO: Rock / marketing / shopping / show / know how / software / hardware / smoking / habeas corpus / marine / punk / lobby

4- DERIVADOS SE TORNAM HÍBRIDOS. MANTÊM-SE A ESTRUTURA ORIGINAL ACRESCENTADO PREFIXO OU SUFIXO EM PORTUGUÊS: Byron (byroniano) Kant (kantiano) Marx (marxista) Kart (kartódromo) weber (weberiano) Tatcher (tatcheriano)

LEMBRANÇAS DE VIAGEM

Depois das grandes navegações as portas do mundo se abriram. Viajantes voltavam trazendo novas palavras na bagagem. Também deixavam vocábulos por onde passavam.

OS ESTRANGEIRISMOS FORAM GANHANDO NACIONALIDADES LOCAIS.

SOTAQUE ORGULHOSO

EÇA DE QUEIRÓS – “O homem só deve falar, com impecável segurança, a língua da sua terra. Todas as outras, deve falar mal, orgulhosamente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro.”

BRASILEIRO

NOEL ROSA – “Tudo aquilo que malandro pronuncia com voz macia é brasileiro. Já passou de português.”

Repúdio ao estrangeirismo na Literatura Brasileira:

Um exemplo cômico que demonstra a exaltação exagerada à pátria e o repúdio a toda forma de estrangeirismo é o personagem Policarpo Quaresma, da obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, romance Pré-modernista do autor brasileiro Lima Barreto.

Na obra, Policarpo é um patriota inveterado e tenta provar a superioridade do Brasil em relação a outros países. Ele tentou provar que nosso solo é melhor fazendo uma plantação, mas não deu muito certo. Propôs, em outra oportunidade, a declaração do tupi como nossa língua oficial, pois o português lusitano corrompeu a pureza linguística de nosso território.

Em outra ocasião, o personagem recusou-se a comer frango com pois (ervilha – em francês), uma vez que aquilo desvalorizava os pratos nacionais, entre outras situações presentes na obra.

Beijinhos,

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Respostas a este tópico

Que legal! obrigada pelas dicas, com a leveza da poeta.

Obrigada pela leitura e pelo comentário, poeta Lilás linda!

Sempre bom fazer uma bela revisão. Beijinhos, querida!!

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