A expressão “joão-sem-braço” designa o preguiçoso, o omisso ou o trapaceador. A expressão é usada para designar as pessoas que escapam de fazer alguma coisa, dando uma desculpa que não se justifica.

De acordo com o escritor Deonísio da Silva, autor de “A Vida Íntima das Frases”, ela teria vindo da época das guerras civis de Portugal. Os feridos e aleijados não podiam trabalhar nem voltar à luta. “Simular não ter um ou os dois braços constitui-se em escusa para fugir ao trabalho e a outras obrigações. Não demorou e a expressão ‘dar uma de João-sem-braço’ migrou para o rico, sutil e complexo reino da metáfora, aplicando-se a diversas situações em que a pessoas se omite, alegando razão insustentável”.

Originalmente, o pedinte amarrava sob a roupa um dos braços ou os dois, fingindo ser mutilado de guerra para obter a esmola pretendida, dando uma de joão-sem-braço.

Mas havia outros sinceros joões-sem-braços, muitos dos quais eram atendidos pelas Santas Casas de Misericórdia, a primeira das quais foi fundada em Portugal, no século XV, pela rainha Dona Leonor, a “princesa perfeitíssima”.

No Rio, a Rua dos Inválidos atesta a tradição. Ela ainda conserva o mesmo nome que tinha em fins do século XVIII, por ter sido edificado ali um asilo para militares reformados, isto é, aposentados. Eles estavam temporariamente impedidos de trabalhar. E muitos iam para a rua mendigar.

A expressão tem fundas raízes históricas. Portugal formou-se e consolidou seu poder por meio de sucessivas guerras, travadas no próprio território ou em suas colônias, produzindo muitos mutilados de guerra.

Uma versão bem humorada:

Um sujeito sem braços, carinhosamente chamado de João-sem-Braço entrou em um banheiro público e pediu para uma pessoa ajudá-lo a urinar. Muito sem graça, mas comovido com a situação o solicitado não teve como negar a ajuda.

-Como posso ajudá-lo?

-Abra meu zíper, bom… agora tire o bingulim, bom…agora segure, bom… agora chacoalhe, bom…

E assim, o sujeito foi ajudando, com a maior boa vontade, até que o sujeito sem braço falou: - Muito obrigado, seu moço.

-Espere ai, não quer que lhe ajude a colocar de novo os troços para dentro? -Não precisa. Disse isso colocando o troço para dentro da cueca e fechando o zíper com a boca, com grande desenvoltura.

Vendo isso, o sujeito que ajudou o João-sem-Braço ficou indignado e perguntou: -Espera lá, você consegue se virar tão bem, por que me fez passar por esse papel ridículo de ficar segurando seu bilau?

-É que eu gosto tanto!…


Beijinhos, Jô Tauil

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Eita, que esse João também é muito folgado!!kk Muito bom, aprendi mais uma! Beijos!!

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