Antes do rádio, as salas de espera dos cinema eram o palco apropriado para a aprresentação da música popular. Aguardando o filme, a plateia ouvia chorinhos e outros ritmos da época.

Não tardariam os tempos do teatro de revista, que apareceu no Brasil por volta dos anos vinte. A música popular ganhou novo espaço, um novo fôlego e um público maior. Eram uma combinação de teatro e música e, de certa forma, davam continuidade às operetas do século XIX. No palco eram apresentados melodramas compostos sobre temas do cotidiano e românticos domésticos. As ações teatrais eram entremeadas por canções feitas especialmente para aquele espetáculo.

As revistas eram um teatro descompromissado, alegre e muitas vezes malicioso, dirigidas a um público que só queria diversão. Alguns títulos já dão a ideia da natureza das revistas:

Alõ, quem fala?

Zig-zag

Pó de arroz

Rabo de saia

Angu de caroço

Boneca de pixe

Plateia geralmente composta de gente da classe média, sem recursos para frequentar grandes óperas e concertos. Nas poltronas espalhavam-se funcionários públicos, militares subalternos, imigrantes, empregados do comércio, um público predominantemente masculino., diga-se de passagem.

No teatro de revista, apareceu aquela que foi a primeira estrela da canção, Aracy Cortes. Na peça “Miss Brasil, encenada em 1929, ela apresentou e logo depois gravou o que seria o primeiro hit da MPB: Linda flor, da autoria de Henrique Vogeler e Luis Peixoto.

Em “Linda flor”, também chamada de “Ai, ioiô”, vê-se que o poeta Luís Peixoto não quis fazer poema. A poesia brota naturalmente, pela simplicidade do motivo, fala oral e afetiva que se sente na troca dos pronomes de tratamento (você e tu) e nos erros de concordância, numa aproximação do vocabulário sertanejo : “sinhô”, “inté”, “ zangá”.É como se as palavras rejeitassem o texto, desejando ser pura melodia, num efeito singelo e encantador.

Aracy Cortes foi a grande estrela do teatro de revista no Rio de Janeiro dos anos 1920 e 1930. Era avançada nos costumes e nas interpretações: lançou Jura, gravou o primeiro samba-canção a fazer sucesso (Ai, Ioiô) e levou Assis Valente aos discos (antes de Carmen Miranda).

Repertório Jura (Sinhô) – Aracy Cortes Tem francesa no morro (Assis Valente) – Aracy Cortes Ai, Ioiô (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto) – Aracy Cortes
Denguinho (Aracy Cortes e Cesar Cruz) – Aracy Cortes
Flor do lodo (Ary Mesquita) – Aracy Cortes e conjunto Rosa de Ouro

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