Bons gramáticos afirmam que o nome próprio oriundo de um nome comum se constrói com artigo: o Porto, o Cairo, o Rio.

O problema é que os nomes próprios, de lugar ou pessoa, de alguma forma se originam de adjetivos ou nomes comuns como:

Cláudio = capenga , daí o verbo claudicar

Honório = que recebe honras

Ricardo= príncipe forte

Lituânia= terra chuvosa

Sagres= sagrado

Muitos nomes, no Espírito Santo, vêm de nomes comuns e se usam sem artigo:

Vitória, Castelo, Cachoeiro, Guarapari

As gramáticas são omissas quanto aos gênero de substantivos que se tornaram próprios no plural, perdendo a ideia de pluralidade.

Ex:Alagoas (pode ser usado com o artigo feminino (as Alagoas)

Amazonas só admite o artigo masculino singular (embora Drummond tenha usado no plural em seu poema “Hino Nacional”, do livro Brejo de Almas)

Não é a origem feminina do nome que determina o uso do artigo ou de um adjetivo no feminino:

Belo Horizonte, embora sendo masculino na origem, é feminino como nome próprio:

-a desprendida Belô. (não se pode dizer que a palavra “cidade” está subentendida, pois em “Minas orgulhosa” ou “pura Minas” , não está subentendida a palavra “estado”.

Não há razão específica para que Londres seja feminino e Paris, masculino. Como também não há para usar “as Alagoas” ou “o Amazonas”. Também não há razão para nomes como Ásia, Holanda, Europa, frança, Espanha sejam usados com artigo. Drummond escreve “Europa” sem artigo. Rui Barbosa escreveu “Inglaterra” sem artigo, no título de seu livro “Cartas de Inglaterra”

Uma frase como: “Estados Unidos invadem o Iraque”. Permitida como economia de espaço numa manchete, mas a concordância se faz como se o artigo plural lá estivesse.

Em títulos, não se pode omitir o artigo. Devemos usá-lo tal como o autor escreveu:

Os Sertões (Euclides da Cunha)- Os Lusíadas (Luís de Camões)

A concordância verbal no singular, com esses títulos, só é admissível com o verbo “ser”, se o predicativo é singular.

Ex: Os Lusíadas (são) é um belo poema .

O artigo pode ser usado facultativamente antes de nomes próprios e possessivos, mas é omitido, obrigatoriamente diante de vocativos, demonstrativos ou pronomes de tratamento.

Por não ser articulado o vocativo, que fica estranha a letra de uma antiga canção:

“Vinde a mim as criancinhas”. O correto seria: “ Vinde a mim, criancinhas” ou “Criancinhas, vinde a mim”.

Convém lembrar que há certos contextos que justificam o uso de artigo antes dos nomes de países que não são antecedidos normalmente por ele:

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